terça-feira, 27 de julho de 2010

(deve ter uns dois anos... ou mais... começo de uma trilhagem )

Seis e Vinte

Olhando o céu, e observando o sol sem sol nascer, e lua sem lua se pôr, pude enxergar o verdadeiro anil do azul.Permito-me então, a preencher algumas linhas e não apenas simples versos.Uma tarefa um tanto quanto complicada, afinal se trata do anil do azul do céu, algo que apesar de muito falado, pouco visto.
Enxergando o anil, motiva-se um além, objetivar-se frente aos objetivos.Enquanto o sol surge para irradiar sua luz, a lua tão bela frente à noite escura encontra um momento de aprendizado: Depara-se por instantes frente ao seu iluminador e termina sua vigília apagando-se lentamente.Quando a lua se apaga o sol brilha, e vai brilhando com intensidade, enquanto as nuvens se movimentam buscando por novos caminhos...Irrigando terras ou destruindo lares.A noite vem vindo, o sol se põe para a lua nascer, o anil já é marinho e torna possível a visão de pequenos, porém muitos iluminadores, que despertam ao menos uma vez uma plena vontade de conquistá-los.
Assim se move a rotina do céu, cabe a nós encarar como um ciclo vicioso ou um novo ciclo.O dia nasce, para nós nascermos com ele.O céu nada mais é que um professor diário que por muitas vezes chora de emoção e nos trás alegrias e por outras chora de dor de ver seus alunos o invejando e buscando criar sua eficiência, degradando-a. Devemos compreender que não é tão belo para ser apenas admirado, isto é apenas um artifício para que ele lhe possa ensinar com seus ciclos que os nossos podem ser tão belos e bem trilhados quanto os dele, basta respeitar o anil do azul do céu.
As pessoas falam em um Deus, e o procuram por todos os lados de todas as formas, através de pessoas e até através de imagens, mas o que ninguém enxerga é que Deus é Deus e não Homem e hoje eu o descobri apenas olhando pro céu, pois nada mais Ele é do que todo esse anil, e é este anil que vive por todas as partes do universo determinando como serão nossos dias, se nublados, chuvosos, quentes, brilhantes, secos ou coloridos.



Justiceiro das águas...

Mar negro... a escuridão do mundo de fora do paraíso.

(acho que esse vai entra pro conto, faz sentido no climax da história)